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domingo, novembro 02, 2008

Tom Clancy's Endwar - RTS com comandos de voz

Acabei de passar umas horas bastante agradáveis tentando entender o suficiente do revolucionário Tom Clancy's Endwar no PS3 (também para Xbox 360) para poder postar impressões. O jogo será lançado semana que vem e uma demo foi liberada na semana passada na PSN e na Live, com uma missão tutorial e um "skirmish mode" - uma batalha solitária do tipo "capture the flags" para jogatina online ou single player.

Tenho acompanhado alguns vídeos do jogo há uns meses e de cara já percebi que o bicho seria um RTS simplificado, com três estilos básicos de unidades - infantaria, tanques e helicópteros, cada um com uma vantagem sobre o outro na assim chamada Combat Chain, um sistema papel-pedra-tesoura aonde os helicópteros vencem os tanques, os tanques vencem a infantaria e a infantaria (transportes, na verdade) vence os helicópteros.


Combat Chain

A simplificação faz sentido, pois a novidade revolucionária do jogo é poder comandar suas tropas 100% do tempo utilizando apenas comandos de voz. Funciona assim: você seleciona a unidade por número (Unit 1), o que ela vai fazer (Attack) e o que/aonde (Hostile 1) - o legal é que o jogo entende e até funciona melhor quando você fala a frase normalmente - Unit 1, attack hostile 1. Como em todo RTS, é possível agrupar as tropas com "Create Group" ou simplesmente "Unit 1 and Two, move to Foxtrot", ou ainda "Calling all Artillery, Attack Target".


Comandos de voz

Você pode sim passar 100% do jogo utilizando apenas ordens de voz para suas tropas e só tocar no controle para ajustar a visão da unidade selecionada com o direcional analógico. Esta função permite que você use a visão de sua tropa para simular as câmeras de um RTS tradicional. No PS3 você pode chacoalhar o controle para trazer um mapa 2D, encontrar um inimigo, levar a mira até ele e comandar "All Air Units, Attack Target".

Existe uma bela curva de aprendizado, pois é meio complicado para os marmanjos que passaram a vida toda micro-gerenciando cada aspecto de suas tropas entender um contexto aonde elas só obedecem às suas ordens gerais, utilizando seu melhor julgamento para cumprí-las e gritando por ajuda quando estão sob fogo inimigo. Mas eu gostei do esquema de controle, não é uma simples gambearra adaptada a uma interface de jogos normal, mas sim uma interface desenhada desde o princípio para isto.



É possível controlar tudo no jogo sem comandos de voz, mas é bem divertido berrar as ordens no headset e ver suas tropas em ação. É especialmente divertido ver a animação das tropas, ver as tropas entrando nos transportes, com os sargentos berrando "mexam-se, suas lesmas!" é bem legal. E você não é forçado a assistir, pois a qualquer momento é só berrar "Unit X, Camera!" para ter outra visão do combate. Ainda não achei o jogo fantástico, mas a versão final promete coisas muito interessantes para o modo online, como um modo World War III online persistente, sabe-se lá como isto vai funcionar. Até o momento, considere o jogo [BOM], se gosta de RTS pode baixar o demo sem medo.

Update: acabei de descobrir que o demo vem com pelo menos mais duas línguas, espanhol e francês, basta mudar a configuração de língua do videogame. Os comandos também são dados na língua escolhida, os soldados franceses devem ter achado horrível meu sotaque :-) Não há o português de Portugal. O demo possui um modo online bem simplório, que não permite a criação de salas privadas para jogar com os amigos, mas se alguém quiser tentar, meu PSN ID é Agripino.

Update 2: Estou subindo a classificação do jogo para [ÓTIMO], não consegui parar de jogar a solitária fase do demo, tentando achar uma estratégia que me leve a uma nota A. Talvez se eu mover minha artilharia para a posição Sierra logo no início da fase, para poder bombardear os uplinks Yankee e Delta ("Calling all artillery, move to Sierra!") ? Se alguém conseguir, me avise :-) Brr, estou ficando obcecado pelo jogo, damn you Ubisoft!

Update 3: É, obsessão. Eu esqueci de comentar aqui: mais do que um "gimmick", uma novidade pela novidade, cheguei à conclusão de que o comando de voz me faz ser mais veloz ao comandar as tropas do que com um jogo normal! Eu posso muito bem estar olhando a batalha do ponto de vista de uma unidade e ordenar suporte da artilharia sem tirar os olhos da tela do jogo por um instante, e na sequência já chamar todos os tanques para terminar o inimigo. É possível fazer tudo isto com o controle, mas são tantos menus a abrir que o uso de voz é a melhor opção!

domingo, outubro 26, 2008

Resistance 2 BETA - PS3



Consegui uma chave para o beta do Resistance 2. Ele só vem com os modos cooperativo e multiplayer mata-mata abertos, mas holy crap: o multiplayer cooperativo online dele é incrível. Pelo que deu para entender, não se trata de pegar o jogo Single Player e adicionar uma campanha cooperativa nele, mas sim uma série de missões específicas para o multiplayer e coop. É simplesmente impossível jogar estas campanhas desenhadas para squads sozinho, eu tentei e não durei 20 segundos :-)



O mais incrível deste modo MP é quantidade de cooperação e coordenação que os jogadores devem ter entre si para atingir os objetivos. Eu acabei de terminar uma destas fases pela primeira vez e foi suado! Uma comunicação intensa entre os jogadores rola o tempo todo, pois existem três classes de soldados e uma não sai do lugar sem a outra:

  • Médicos - possuem uma healing gun como no Team Fortress 2. O modo primário de fogo dela é um tiro que retira energia dos inimigos e transfere para o seu personagem. O secundário é uma healing gun de área, que dá energia para os teus teammates. O médico também possui uma metralhadora como arma secundária. São os healers do jogo.
  • Soldados - começam com uma gigantesca, lerda e destruidora gatling gun. O tiro secundário é um escudo bolha, mais ou menos como o Halo 3, mas que fica ligado ao personagem. Obviamente, são os pesos pesados do jogo, mas a munição da arma acaba muito rápido.
  • Special Ops - São os snipers e recarregadores de armas do jogo. Começam com um rifle sniper e com a habilidade de jogar pacotes de munição para os soldados.

Já deu pra ver que uma classe não serve para nada sem a outra. O bom é que você pode selecionar uma classe no início da partida e trocar dinamicamente, conforme a necessidade.

É muito emocionante jogar com o pessoal mais experiente, que já sabe dizer "hey, posicionem os soldados com escudos ali, médicos ficam na retaguarda usando a healing gun, Spec Ops vão matar os inimigos do outro lado do cenário com o rifle sniper e recarregar os soldados". Os objetivos da fase são variados, os inimigos são espertos - sabem flanquear e se esconder como em qualquer FPS moderno. Tenho que dizer que esta é a primeira grande experiência online no console da Sony, a Insomniac mandou muito bem.

Ah, é quase esquecia: os gráficos do jogo são lindos de doer, texturas maravilhosas, trilhões de objetos na tela, sem queda de framerate, sem borrar nem nada. Eu posso dizer com certeza que não existe nada no mesmo nível no X360 até agora, lembrando apenas que eu ainda não vi o Gears of War 2.

Ainda nem experimentei o tradicional mata-mata (para até 60 jogadores!) e provavelmente não o farei tão cedo, o cooperativo é simplesmente bom demais para dar atenção aos outros modos. Se você tem um PS3, consiga uma chave do beta agora. Se não tem, compre um PS3. O jogo é bom a este ponto. Já estou me afundando em dívidas para comprar o jogo no lançamento :-)
Valkiria Chronicles - PS3

Baixei o demo do Valkiria Chronicles para o PS3 (creio que seja exclusivo, mas eu não ligo para estas bobagens da guerra PS3 x X360) sem saber muito sobre o jogo - é um FPS? É um Tactics? É um filho bastardo dos dois? A única informação que tinha sobre o jogo era de que os gráficos eram cel shaded e à la Hayao Miyazaki.



Surpresa! É um Tactics sim, por turnos, mas com ação na hora de movimentar as tropas e atirar, com a parte de atirar lembrando bem de longe um FPS tradicional. É possível mirar com precisão, fazendo um fine tuning da mira que modifica o dano causado aos inimigos. É exatamente como no injustamente obscuro Future Tactics: The Uprising, um jogo Tactics delicioso para a geração passada (Xbox, PS2 e Gamecube), mas sem a deformação de terrenos que havia no Future Tactics :-(



Vale $60? Possivelmente sim, já que é bem divertido controlar os tanques, algo que não havia no Future Tactics. Mas eu sinto falta da deformação de terrenos - os tiros de tanque e as explosões são belos como num desenho animado do Studio Ghibli, mas só destroem as fortificações. SEGA fails again, mas vou esperar para ver o jogo completo antes de dizer se vale a pena ou não.

terça-feira, outubro 14, 2008

Wipeout HD (PS3)

Os jogos de corrida sempre acabam sendo uma fatia considerável do mercado de games, ainda que, ultimamente, tenham mostrado sempre "mais do mesmo". Troca-se os carros, a pista, o tipo de prova, a velocidade do engine, mas fica aquela duvida: O que mais vão inventar? Se você é um daqueles que ama jogos de corrida, mas odeia jogos convencionais - Wipeout é o seu jogo.

Para começar, um pouco de história. Para ir direto ao review, é só pular o texto em itálico:

Depois de muito esperar, finalmente consegui colocar as mãos nele. Para quem não sabe, eu adoro essa série desde os tempos do PS1. Joguei exaustivamente todos os jogos, com exceção da versão de Amiga, que requeria um hardware absurdo para rodar.

Por falar em Amiga, Wipeout era, originalmente, feito pelos ingleses da Psygnosis - empresa que foi responsável por boa parte do sucesso desta plataforma no mercado. Quem tiver boa memória ou mais de 25 anos, pode lembrar que ela fez jogos como Shadow of the Beast, Awesome, Killing Game Show, Agony e vários outros. Repare na corujinha no canto esquerdo do label. Assim foi em com WipeOut, Wipeout 2097 (ou Wipeout XL) e Wipeout 3, jogos que saírem para praticamente todas as plataformas do mercado do meio para o fim da década de 90.

Já com Wipeout Fusion, para PS2, que infelizmente é o único jogo da série para o sistema, a Sony acabou por "fagocitar" a Psygnosis, transformando-a em Sony Computer Entertainment Europe: Studio Liverpool. Bom para a Psygnosis, já que o "reinado" do Amiga havia acabado há muito tempo. Fizeram mais dois jogos para PSP: Wipeout Pulse e Wipeout Pure ambos fantásticos (apesar daquele direcional medonho do portátil da Sony), que serviram de "espinha dorsal" para a criação do último jogo da série, recém-chegado ao mercado.


Se a sua pergunta é: Será que o novo Wipeout veio para suprir todos os requisitos da série e ainda surpreender o jogador?

A resposta, invariavelmente, é: Sim, com certeza!

Depois de muita espera, Wipeout HD veio atender aos apelos de quem estava cansado de jogar no portátil. Ainda que tenha sido baseado nos dois últimos jogos (lançados para PSP), ele conta com novas pistas, carros, músicas, opções de jogabilidade, extras, e claro, vídeo em alta definição, que amplia absurdamente a sensação de velocidade e de imersão no jogo.

Gráficos:

A direção de arte do jogo é simplesmente soberba. Não faltam efeitos de luz, explosões, faíscas, reflexos, nada. Realmente dá para notar que os caras fizeram o dever-de-casa nestes anos de preparação para o lançamento. Não tenho do que reclamar, mesmo sendo o mais "nit-picking" possível. Confira você mesmo. Não, isso não é CG, é o jogo.

Som:

Quem já conhece o som de Wipeout, sabe que é eletrônico da melhor qualidade, misturando nomes famosos e outros nem tanto. Porém, agora há a opção de adicionar trilhas do jogador na playlist. Quer dizer que você quer jogar Wipeout ouvindo sua banda favorita? Sim! Agora você pode.

Desafio:

O jogo está tão difícil quanto de costume, tirando o fato de que os inimigos estão especialmente sacanas, mesmo nos níveis mais fáceis. Veja bem, não é que vão sempre te acertar um míssil na pior hora possível... mas vão fazer isso com uma boa frequência, portanto, esqueça os inimigos bobões de Wipeout XL! As pistas também tem vários truques, como as curvas hiper-ultra fechadas, turbos em cima de turbos para coletar, rampas onde se pode fazer o novo "barrel roll", dando um turbo extra durante saltos, em troca de um pouco de energia... enfim, é um jogo novo, expandido e revisado, cheio de armadilhas e pontos extremamente difíceis e legais de se explorar.

Armas:

Sim, estão todas presentes! Incluindo o plasma bolt (que tira um adversário da corrida, se pegar) e a nova arma, o leech beam, que é uma espécie de raio trator que além de sugar energia do adversário, faz ele te dar uma "carona" na velocidade, acelerando o seu carro e atrasando o dele ao mesmo tempo. Uma baita sacanagem, claro, mas você esperava o que deste jogo? O autopilot, por sua vez, está mais burro do que nunca e eu evito usar sempre que pego.

Jogabilidade:

Essa sim, melhorou um bocado. Se você era daqueles caras RUINS em Wipeout por ter dificuldade em fazer curvas, agora existe o "Player Assistance". O que ele faz? Ele gera uma área de segurança próximo das paredes e automaticamente "empurra" seu carro de volta ao meio da pista. Claro que dá pra desligar e tentar controlar tudo na unha, mas nos momentos de desespero e, principalmente, nos rachas online, vale muito à pena deixar ligado.

Fala sério: Quem precisa de Burnout Paradise?

Agora também há a opção de controlar o carro todo via sensor de movimento do sixaxis (eu não consegui!), e de controlar a inclinação do carro para frente e para trás da mesma maneira (isso sim, funciona!). Implementaram o side trip, que é um comando que acontece quando você pressiona rapidamente L ou R Trigger duas vezes, que joga o carrinho para o lado sem desviar da trajetória, para auxiliar nas ultrapassagens, e o já comentado barrel roll, que é muito bom. Agora a energia dos carros não é mais recarregada pela "pista mágica" como em F-Zero. Você tem que absorver power-ups em troca de mais energia, o que facilita um bocado permanecer vivo nas provas. Há carros novos, alguns bem feios como o Mirage e outros muito bacanas em novas versões e cores, além de uma tonelada e meia de unlockables e troféus, ou seja, para quem gosta de "destravar" coisas, Wipeout HD é um prato cheio.

Toma tiro, ladrão!

Overall:

O veredito final é: Corrida anti-gravitacional 3D, em alta resolução, com armas e disputas online. O que mais você pode querer? É diversão garantida para novos e velhos fãs! O jogo está rápido pra caramba, lindo, cheio de novidades, conta com controles precisos e uma trilha sonora impecável, além da opção de fazer a sua própria. Altamente recomendado!

Addendum: Foi lançado há algum tempo um jogo da Koei (sim, aquela de Dinasty Warrirors!) com a pretensão de ser o "novo Wipeout", chamado Fatal Inertia. É fraquíssimo, tem a jogabilidade mais tosca que eu já vi e as naves mais feias, além de ter uma trilha sonora de gosto duvidoso. Meu conselho é: Avoid at all cost!

segunda-feira, outubro 13, 2008

Brothers in Arms: Highway to Hell DEMO



Rapaz. Que jogo feio. QUE - JOGO - FEIO.

Baixei o demo do BIA:HtH na PSN sem motivo, só queria conferir um demo de um FPS para ver se valia a pena um aluguel. Ao começar a animação de introdução do jogo, eu sinceramente pensei que meu PS3 tivesse dado pau, que as texturas detalhadas ainda seriam carregadas do cache mas que o jogo mostrava o que dava no momento, como a série GTA sempre fez.

Passam alguns segundos e... nada das texturas boas serem carregadas! Será que meu PS3 pifou? Será que o HD foi pro espaço? Será que a Ubisoft não teve tempo de polir o jogo antes de lançar o demo? E minha esposa passa em frente à TV e diz "uai, por que você ligou o PS2?"

Pô Ubisoft. Eu quero ser legal. Vocês agora tem escritório em São Paulo! Eu quero gostar dos seus jogos (hey, o novo Prince of Persia vai ser, pelo menos, bonitinho). Mas assim não dá. Fujam do jogo, graficamente é um dos piores que já vi no sistema e, se fosse o primeiro jogo que visse no videogame, iria correndo na loja para devolver tudo. Tá, a mecânica de esquadrões não é ruim (disclaimer: nunca joguei os outros BiA, por pura preguiça. Vou até procurar a versão do Xbox 1 para ver se não é mais bonita que esta) mas não justifica engolir a feiúra do jogo quando temos os Call of Duty da vida para jogar. Fujam.


Na cut-scene até eu sou bonito!

terça-feira, setembro 30, 2008

Recarregando controles de PS3 no PC

Ok, dica besta e óbvia, mas, para quem não sabe:

O controle de PS3 pode ser alegremente recarregado no PC, e é o que sempre faço - detesto jogar com o cabo curtíssimo que vem com o videogame. Não é preciso instalar driver nem nada (é, alguns
dispositivos USB precisam de driver para recarregar no PC, believe it or not) e ele até faz a gentileza de avisar quando está cheio, apagando todas as luzes do controle - elas ficam piscando durante a carga.

Nota: acabei de descobrir que os controles do X360 não podem ser recarregados assim. Curioso.